Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, TERESOPOLIS, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, e olhe lá!!!



Histórico


Categorias
Todas as mensagens
 INFÂNCIA E JUVENTUDE
 EU E OS MEUS
 POESIA, ARTE E CIA
 POLÍTICA E ATUALIDADES
 DEUS, O MUNDO É TEU ALTAR


Outros sites
 ASSIM CAMINHA A INSENSATEZ - sobre o livro de Denilson que combate a Marcha da Maconha
 DENILSON - POESIA e artes plásticas
 DENILSON - POESIA - 'amostra grátis'
 DENILSON - ARTIGOS SOBRE ECA e cia
 Blog da MARIANA ("maníaca das entrelinhas")
 DIGA NÃO à erotização infantil
 DIGA NÃO ao bullying
 ESCOLA DA PAZ - Teresópolis (ORKUT)
 PALESTRA MAIORIDADE PENAL
 VARA DA INFÂNCIA DA JUVENTUDE E DO IDOSO - TERESÓPOLIS (RJ)


 
Denilson Cardoso de Araújo


Porque hoje ajudei a fechar acordos...

Pequeno manual de vencimento de abismos

 

Denilson Cardoso de Araújo

 

Lá estava, aquele abismo,

marejado de ventos.

Invencível, um invisível

ciclope faminto.

Uma garganta,

de susto e aragens.

 

Pessoas travadas nas

bordas dessas certezas

de rocha.

Pessoas cravadas

no piso,

com receios da queda,

estancando em gastas raízes

e mofos tremores.

 

De repente,

surge uma pluma

serena, divina, ondulando,

e ao abismo atravessa.

 

Como um lírio voando,

como um pensamento...

...e na pluma, logo,

a idéia de asa,

como um diamante,

se engasta.

 

E leva, a asa, em seu rastro

um cordão, um fiapo,

de alvo algodão.

Entre as ásperas rochas

o fiapo, tranqüilo,

se amarra.

 

Ali,

um fiapo, altaneiro,

com o sol no seu fio,

com formigas andando.

 

Resistindo aos ventos,

ignorando altitudes

um fiapo, a esperança.

 

Das margens do dilema

as pessoas enxergam o fiapo,

e, no fiapo, o óbvio ouro

da idéia de ponte.

 

E aí se multiplicam as asas

e os fiapos se enlaçam,

escravizando o impossível

em cordéis de epopéia,

aços de amarrar

horizontes.

 

Hoje ajudei a fechar acordos.

Bom, quando aprendemos

a linguagem das pontes.

 

Hoje ajudei a fechar acordos.

E aprendi.

Toda ponte, em começos,

é só um cotovelo de pluma,

uma coisa fiapo,

um barbante.

 

*.*.*



Categoria: POESIA, ARTE E CIA
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 19h33
[] [envie esta mensagem] []



ECOLOGIA E INFÂNCIA - PREVENIR É O REMÉDIO

         

          Sempre afirmo as ligações intrínsecas entre o Direito da Infância e o Direito Ambiental. Ambos trabalham com o princípio da precaução. Se algo pode vir a causar danos, se apenas se suspeita da possibilidade do acidente, não o faça! O ECA fala da necessidade de impedir a mera ameaça aos direitos infanto-juvenis. O estrago provocado na natureza, sabemos, não tem retorno. O estrago provocado no físico, na mente ou no coração de uma criança também não se recupera.

          Pois bem, olha só o que a Vera Alcântara (amiga do Compartilharte) está mandando pras pessoas, cumprindo suas missão de tornar o mundo melhor com a partilha de boas informações e alertas pertinentes. Leiam com atenção e reflitam não só sobre o que fazemos ao meio ambiente. Há muitas crianças também, com "argolas" na alma, com corações onde vaga um mar de entulhos emporcalhados de sevícias morais, de influências pornográficas, de consumismo imediatista, de lixo, enfim, que produzimos e deixamos produzir. Daí vêm as geleiras ruindo, a camada de ozônio esfacelando-se, os mares engolindo arquipélagos... Daí vêm também crianças-fera, crianças-traficantes, crianças-prostitutas, crianças perdidas... O mesmo egoísmo que destrói o verde planeta destrói a branca pureza.

Um Oceano de plástico 

 
     Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.
 

Foto do vórtex 

     No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
     Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

 

Ocean Plastic 
 

     O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.
  

Tartaruga deformada por aro plástico

     A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita.. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
     Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de
Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha. 


 

Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave 

     Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes. 

 

Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico 

     E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanosFontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully 



Categoria: POLÍTICA E ATUALIDADES
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 12h46
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]